Caminho realizado

A ligação da diocese de Leiria-Fátima ao Gungo já data de 1993, quando lá esteve em missão um padre “fidei donum” desta diocese.

Quando se iniciou o Projecto ASA e os catequistas souberam da presença de missionários de Leiria-Fátima no Sumbe manifestaram desejo de que essa equipa pudesse visitar a comunidade, o que veio a acontecer pela primeira vez no ano 2002, durante um fim-de-semana.

Em 2003, na organização do projecto desse ano, foi previsto que a equipa missionária passasse uma semana no Gungo, o que veio a acontecer. Então surgiu o apelo da própria comunidade e catequistas para que a visita se repetisse e, se possível, deixasse de ser visita para se tornar uma presença permanente.

Nos anos 2004 e 2005 todo o tempo do Projecto ASA foi ocupado no Gungo com visita no primeiro destes dois anos a três comunidades e no segundo a seis. Foram actividades relativamente breves, mas que permitiram manter o contacto entre a comunidade e os missionários contribuindo para o conhecimento mútuo e caminho que se foi fazendo em ordem à Geminação. De cada vez que havia despedida se ouvia da parte do povo o pedido de não o esquecermos e de voltarmos ainda mais e para ficar.

Também nos voluntários que participaram ficou a sensibilização, em alguns o desejo e projecto de voltar e em todo o grupo o sentir de que a vontade de Deus seria de continuar a trabalhar em ordem ao sonho já em mente.

Na sequência da Geminação, partiu para Angola uma equipa constituída por dois padres diocesanos e três leigas que foi apresentada à comunidade do Gungo no dia 20 de Agosto de 2006, ficando essa equipa responsável pelo acompanhamento missionário da comunidade.

Sendo a construção da casa no Sumbe uma prioridade, durante o primeiro ano o acompanhamento da comunidade do Gungo verificava-se essencialmente ao fim-de-semana. Foi um tempo de integração e de lançamento das bases do trabalho que veio a realizar-se a seguir. Ainda durante o primeiro ano, a 18 de Março de 2007, o Gungo passou de “Posto Missionário” a “Missão”, o que constituiu motivo de grande alegria para a comunidade.

Após a conclusão das obras da casa, em Setembro de 2007, a equipa missionária começou a dedicar-se ao Gungo a tempo inteiro com um programa de actividades elaborado pelo Ondjango da Missão (representantes das comunidades e equipa missionária)