Método de trabalho

A base de apoio é a casa construída no Sumbe. A equipa missionária desloca-se ao Gungo rodando pelas diversas zonas pastorais e atingindo assim, rotativamente, comunidades e pessoas diferentes.

O trabalho é desenvolvido em duas vertentes: na área da pastoral: organização das comunidades, catequese, formação de catequistas e celebração dos sacramentos; na área social: alfabetização, culinária, economia doméstica, promoção feminina, pastoral da criança, animação juvenil. Os períodos de permanência no Gungo podem ir de dois dias a um mês.

Terminado o trabalho, a equipa regressa ao Sumbe para, entre outras coisas, descansar, comunicar com a família e amigos, enviar notícias, abastecer a despensa e preparar o novo trabalho.

Também se verifica a necessidade de a equipa missionária se deslocar a Luanda com relativa frequência, contando para isso com a preciosa colaboração das irmãs da Sagrada Família, que a acolhem. As idas a Luanda são necessárias quando chegam ou partem missionários ou visitas, mas também para tratar de outros assuntos e fazer algumas compras de bens que não se encontram no Sumbe.

A circulação pelo Gungo é bastante dificultada pelo mau estado das picadas de terra batida que, no tempo de chuva, ainda tornam as viagens mais demoradas, perigosas e cansativas. Há locais onde o único carro que chega é o da nossa equipa missionária.

Neste momento estão a decorrer vários projectos, sendo o principal o das cantinas. Com o apoio do jipe e do camião Unimog fazemos chegar ao Gungo artigos que por lá são muito escassos como bens alimentares de produção industrial, roupa, calçado, medicamentos e combustíveis, entre outros. Em movimento inverso este projecto contribui para o escoamento dos bens de produção agrícola como milho, feijão, amendoim, banana e ainda também carvão.

A base de alimentação do povo do Gungo é o funge, feito a partir da farinha de milho, o que implica uma constante necessidade de moagem deste cereal. Neste momento toda a moagem é feita manualmente com um piso de madeira em cima da pedra, trabalho feito exclusivamente por mulheres. Para melhorar as condições de vida das pessoas foi lançado o “Projecto Grão a Grão” que tem como objectivo a instalação de uma ou várias moagens na comuna do Gungo.

Em 2010 foi oferecida ao Gungo uma moagem de mós com o respectivo gerador; tem estado a funcionar a título experimental para discernir se será melhor colocar várias moagens de tamanho reduzido nas principais aldeias do Gungo ou se será preferível adquirir uma grande a colocar num lugar mais central.

Também recentemente foi aprovado por uma organização americana, a Raskob, um projecto de desenvolvimento rural que tem como objectivo formar as pessoas para desenvolver novas técnicas agrícolas e introduzir novas sementes. A implementação deste projecto no terreno está para breve.